1º de janeiro de 2026 entrou em vigor um novo valor da alíquota fixa do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre combustíveis e o gás de cozinha em todo o Brasil.
O reajuste foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e passou a valer de forma uniforme em todos os estados, ou seja, a mesma cobrança para todo o país.
📌 Novos valores do ICMS (imposto estadual)
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Gasolina: aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,46 para R$ 1,57/l
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Diesel e biodiesel: aumento de R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17/l
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GLP (gás de cozinha): alíquota de R$ 1,47 por quilo, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais em um botijão de 13 kg
💡 Por que o ICMS influencia tanto o preço dos combustíveis?
O ICMS tem impacto direto e imediato porque é um imposto cobrado na venda, embutido no preço final. Quando ele sobe, dificilmente o posto, a distribuidora ou o revendedor conseguem absorver esse custo, ele acaba repassado ao consumidor.
🔢 Exemplo prático – Gasolina
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Um carro que abastece 50 litros por semana
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Aumento de R$ 0,10 por litro
➡️ R$ 5,00 a mais por abastecimento
➡️ R$ 20 por mês
➡️ R$ 240 a mais por ano, apenas com o reajuste do ICMS
🔢 Exemplo prático – Gás de cozinha
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Aumento médio de R$ 1,05 por botijão
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Para famílias que trocam o botijão todo mês, isso significa mais de R$ 12 por ano, apenas em imposto, sem contar outros reajustes do mercado.
📊 Impactos esperados na economia
🚗 Motoristas e famílias sentem o peso direto no orçamento
🚚 Fretes e transporte ficam mais caros
🛒 Alimentos e produtos tendem a subir de preço, já que dependem do transporte rodoviário
📈 O aumento nos combustíveis pressiona toda a cadeia produtiva, gerando efeito em cascata na inflação
🗞️ O que a imprensa confirma
Veículos de comunicação e entidades do setor reforçam os mesmos pontos:
✔ O novo ICMS já está em vigor desde 1º de janeiro de 2026
✔ Gasolina, diesel e gás de cozinha foram impactados
✔ O reajuste foi definido pelo Confaz em 2025, com base nos preços médios do varejo
✔ A tendência é de repasse ao consumidor final
📌 Como funciona o ICMS dos combustíveis hoje
O modelo de tributação mudou nos últimos anos:
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❌ Antes: ICMS era um percentual do preço final (ad valorem)
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✅ Desde 2022: passou a ser uma alíquota fixa por litro ou por quilo (ad rem), igual em todo o país
📍 Esse é o modelo que está sendo atualizado agora em 2026, e cada reajuste impacta diretamente o valor pago na bomba e no botijão.
Embora o aumento do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha em 2026 pareça pequeno quando analisado isoladamente, ele se soma a uma carga tributária já sufocante para o consumidor brasileiro. Cada centavo a mais no litro da gasolina ou no botijão de gás pesa no orçamento das famílias, principalmente das que dependem do carro para trabalhar ou do gás para necessidades básicas.
O problema central não é apenas o valor do reajuste, mas o acúmulo de impostos. O brasileiro paga tributos sobre praticamente tudo: renda, consumo, serviços, energia, transporte e alimentação. Com isso, o país caminha para ter uma das maiores cargas tributárias do planeta, sem que o retorno em serviços públicos acompanhe esse nível de arrecadação.
O ICMS sobre combustíveis exemplifica bem essa distorção: um imposto que incide diretamente no preço final, encarece o transporte, aumenta o custo dos alimentos e alimenta a inflação. No fim da cadeia, quem paga a conta é sempre o consumidor, que trabalha mais, ganha menos poder de compra e vê seu dinheiro render cada vez menos.

