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🚨 Combustíveis e gás ficam mais caros em 2026: entenda o impacto do ICMS

Publicada em: 02/01/2026 10:44 -

1º de janeiro de 2026 entrou em vigor um novo valor da alíquota fixa do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre combustíveis e o gás de cozinha em todo o Brasil.

O reajuste foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e passou a valer de forma uniforme em todos os estados, ou seja, a mesma cobrança para todo o país.

📌 Novos valores do ICMS (imposto estadual)

  • Gasolina: aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,46 para R$ 1,57/l

  • Diesel e biodiesel: aumento de R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17/l

  • GLP (gás de cozinha): alíquota de R$ 1,47 por quilo, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais em um botijão de 13 kg

💡 Por que o ICMS influencia tanto o preço dos combustíveis?

O ICMS tem impacto direto e imediato porque é um imposto cobrado na venda, embutido no preço final. Quando ele sobe, dificilmente o posto, a distribuidora ou o revendedor conseguem absorver esse custo, ele acaba repassado ao consumidor.

🔢 Exemplo prático – Gasolina

  • Um carro que abastece 50 litros por semana

  • Aumento de R$ 0,10 por litro
    ➡️ R$ 5,00 a mais por abastecimento
    ➡️ R$ 20 por mês
    ➡️ R$ 240 a mais por ano, apenas com o reajuste do ICMS

🔢 Exemplo prático – Gás de cozinha

  • Aumento médio de R$ 1,05 por botijão

  • Para famílias que trocam o botijão todo mês, isso significa mais de R$ 12 por ano, apenas em imposto, sem contar outros reajustes do mercado.

📊 Impactos esperados na economia

🚗 Motoristas e famílias sentem o peso direto no orçamento
🚚 Fretes e transporte ficam mais caros
🛒 Alimentos e produtos tendem a subir de preço, já que dependem do transporte rodoviário
📈 O aumento nos combustíveis pressiona toda a cadeia produtiva, gerando efeito em cascata na inflação

🗞️ O que a imprensa confirma

Veículos de comunicação e entidades do setor reforçam os mesmos pontos:

✔ O novo ICMS já está em vigor desde 1º de janeiro de 2026
✔ Gasolina, diesel e gás de cozinha foram impactados
✔ O reajuste foi definido pelo Confaz em 2025, com base nos preços médios do varejo
✔ A tendência é de repasse ao consumidor final

📌 Como funciona o ICMS dos combustíveis hoje

O modelo de tributação mudou nos últimos anos:

  • Antes: ICMS era um percentual do preço final (ad valorem)

  • Desde 2022: passou a ser uma alíquota fixa por litro ou por quilo (ad rem), igual em todo o país

 

📍 Esse é o modelo que está sendo atualizado agora em 2026, e cada reajuste impacta diretamente o valor pago na bomba e no botijão.

 

Embora o aumento do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha em 2026 pareça pequeno quando analisado isoladamente, ele se soma a uma carga tributária já sufocante para o consumidor brasileiro. Cada centavo a mais no litro da gasolina ou no botijão de gás pesa no orçamento das famílias, principalmente das que dependem do carro para trabalhar ou do gás para necessidades básicas.

O problema central não é apenas o valor do reajuste, mas o acúmulo de impostos. O brasileiro paga tributos sobre praticamente tudo: renda, consumo, serviços, energia, transporte e alimentação. Com isso, o país caminha para ter uma das maiores cargas tributárias do planeta, sem que o retorno em serviços públicos acompanhe esse nível de arrecadação.

 

O ICMS sobre combustíveis exemplifica bem essa distorção: um imposto que incide diretamente no preço final, encarece o transporte, aumenta o custo dos alimentos e alimenta a inflação. No fim da cadeia, quem paga a conta é sempre o consumidor, que trabalha mais, ganha menos poder de compra e vê seu dinheiro render cada vez menos.

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